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Nota de estudo 1 - POSS vol 14 1a edição

Nota de estudo 1 - POSS vol 14 1a edição

Para Lukács o “salto” é uma ontologicamente necessária transição repentina de uma esfera de ser para outra qualitativamente diferente. Os traços biológicos não podem iluminar mais que patamares dessa transição, mas jamais podem elucidar o salto em si. Nesse sentido, as tentativas dos primeiros darwinistas de descobrir o elo perdido entre macacos e humanos já estavam condenadas ao fracasso.

No mesmo sentido, as diferenças físico-psíquicas entre os humanos e os animais superiores não explicam o salto, além do que, elas só podem ser explicadas a partir do ser social.

Os experimentos com animais superiores, principalmente com macacos, também não podem explicitar o salto. Nestes experimentos os animais são colocados em situações de vida superficiais, nas quais eles não têm que lutar pela sobrevivência/existência e as ferramentas que utilizam lhes são dadas e dispostas pelos humanos. Ao contrário disso, faz parte da essência do trabalho que ele surja justamente na luta pela sobrevivência e que todas as suas etapas posteriores sejam produtos de sua (do trabalho) autoatividade.

Tais experiências apenas são úteis para mostrar o nível de elasticidade dos animais superiores. Um caso limite, de uma espécie quantitativamente muito mais superior, deve ter sido a que alcançou o trabalho. Atualmente, em nenhuma das espécies de animais superiores se apresenta qualquer ponte para o trabalho.

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